Já escrevi sobre as notas, já pensei na voz que enche o palco e quanto tempo não gastei falando das tintas, mas dessa vez é o que? Não é uma canção, não é um monólogo, não é uma tela, nem mesmo são palavras nunca lidas de uma saudade distante e sincera. É nada. Pode ser nada, mas parece que é tudo. Eu quero fingir que é algo; nem muito nada, nem muito tudo.
Passo, de tempos em tempos, o meu tempo me lamentando (dessa vez com os outros). Choro um pouco lá, um pouco cá sem derrubar uma lágrima -por orgulho. Todos os outros que sabem são desconhecidos. Não, não meus desconhecidos, mas evito a possibilidade de futriqueiros invadirem minha intimidade. Intimidade? Quem disse que é íntimo? Não é. Pelo menos não hoje em dia. É... comum. É mais um. Um para lá, um para cá.
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Um comentário:
Esse bamboleio
nem alí
nem cá
mas parece um
jogo certeiro:
nem esse aqui
nem aquele lá
é algo passageiro,
ou quem sabe
só te anima,
mas depois, logo depois,
passa.
A festa termina.
O intimo não é
da ordem da palavra.
escreva o que quiser,
é sempre ficção,
historia inventada.
Mas deixe disso de comum,
somos todos clichês, sim,
mas ainda acredito:
cada um com seu cada um.
Não chore não.
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