quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Vale cinco páginas de madrugada. Quem sabe quem vai levar? Quem sabe você não leva? Quem sabe você não lê? É isso, aquilo e aquele outro. Não espera muito que sai logo.
De um canto para o outro, fazendo buraco no chão, rangendo dente, acabando com o gás do isqueiro e com o pulmão, mas se segue em frente... e bem do jeito que é.
Olha que acabou ali, acabou do outro lado, aqui tá acabando também! Corre logo, Zé!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Setembro

Setembro é engraçado. É parecido com outros Setembros.
Setembro é devagar. Tão devagar que quando se vê, acabou Setembro.
Em Setembro, tem paixão que termina. E, em Setembro, começa?
Setembro tem amigos aos montes e Setembro tem montes de solidão.
Também tem praia nos dias de sol de Setembro.
Setembro tem preguiça, das boas e das ruins, tanto quanto as correrias que, desse jeito, só em Setembro.
Nesse mês, nesse tal de Setembro, sempre tem alguém que me faz sorrir.
Em Setembro, se ri sozinho no meio da rua. Setembro abobalha.
Tem choro em Setembro, mas choros setembrinos escondidos.
Entrega em Setembro, é renúncia. Renúncia em Setembro, é entrega.
Eu amo Setembro. Eu odeio Setembro.
Sempre Setembro.

A C.

Já passou muito tempo. Já passou tempo demais. Mesmo com tanto tempo, eu ainda ando pela rua procurando o seu rosto. Eu vi. Várias vezes. Várias vezes em outros corpos. Sei exatamente o que seria o primeiro segundo. O resto do tempo, eu invento. Eu tive tempo para inventar.
Ainda que eu tenha visto, ainda que o queira ver, se o visse e se você dissesse, finalmente, que sim, eu diria não, em nome de todo "sim" que eu te dei durante esse tempo todo.
Já passou muito tempo. Tempo demais.