Pois é, Setembro... acabou-se. Demorou, mas chegou ao fim... e eu, que tanto falei sobre esse mês, sinto até uma certa saudade, talvez por medo de Outubro, mas Outubro nada mais é do que uma simples ressaca desse tal de Setembro.
Ano que vem tem mais.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Vale cinco páginas de madrugada. Quem sabe quem vai levar? Quem sabe você não leva? Quem sabe você não lê? É isso, aquilo e aquele outro. Não espera muito que sai logo.
De um canto para o outro, fazendo buraco no chão, rangendo dente, acabando com o gás do isqueiro e com o pulmão, mas se segue em frente... e bem do jeito que é.
Olha que acabou ali, acabou do outro lado, aqui tá acabando também! Corre logo, Zé!
De um canto para o outro, fazendo buraco no chão, rangendo dente, acabando com o gás do isqueiro e com o pulmão, mas se segue em frente... e bem do jeito que é.
Olha que acabou ali, acabou do outro lado, aqui tá acabando também! Corre logo, Zé!
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Setembro
Setembro é engraçado. É parecido com outros Setembros.
Setembro é devagar. Tão devagar que quando se vê, acabou Setembro.
Em Setembro, tem paixão que termina. E, em Setembro, começa?
Setembro tem amigos aos montes e Setembro tem montes de solidão.
Também tem praia nos dias de sol de Setembro.
Setembro tem preguiça, das boas e das ruins, tanto quanto as correrias que, desse jeito, só em Setembro.
Nesse mês, nesse tal de Setembro, sempre tem alguém que me faz sorrir.
Em Setembro, se ri sozinho no meio da rua. Setembro abobalha.
Tem choro em Setembro, mas choros setembrinos escondidos.
Entrega em Setembro, é renúncia. Renúncia em Setembro, é entrega.
Eu amo Setembro. Eu odeio Setembro.
Sempre Setembro.
Setembro é devagar. Tão devagar que quando se vê, acabou Setembro.
Em Setembro, tem paixão que termina. E, em Setembro, começa?
Setembro tem amigos aos montes e Setembro tem montes de solidão.
Também tem praia nos dias de sol de Setembro.
Setembro tem preguiça, das boas e das ruins, tanto quanto as correrias que, desse jeito, só em Setembro.
Nesse mês, nesse tal de Setembro, sempre tem alguém que me faz sorrir.
Em Setembro, se ri sozinho no meio da rua. Setembro abobalha.
Tem choro em Setembro, mas choros setembrinos escondidos.
Entrega em Setembro, é renúncia. Renúncia em Setembro, é entrega.
Eu amo Setembro. Eu odeio Setembro.
Sempre Setembro.
A C.
Já passou muito tempo. Já passou tempo demais. Mesmo com tanto tempo, eu ainda ando pela rua procurando o seu rosto. Eu vi. Várias vezes. Várias vezes em outros corpos. Sei exatamente o que seria o primeiro segundo. O resto do tempo, eu invento. Eu tive tempo para inventar.
Ainda que eu tenha visto, ainda que o queira ver, se o visse e se você dissesse, finalmente, que sim, eu diria não, em nome de todo "sim" que eu te dei durante esse tempo todo.
Já passou muito tempo. Tempo demais.
Ainda que eu tenha visto, ainda que o queira ver, se o visse e se você dissesse, finalmente, que sim, eu diria não, em nome de todo "sim" que eu te dei durante esse tempo todo.
Já passou muito tempo. Tempo demais.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Um texto muito ruim.
Eu penso se o único sentimento que vale é o que dura. Um bom sentimento, há pouco tempo, passou assim que acordei. Tenho tido esses sentimentos relâmpagos, acho, e talvez isso me preocupe. Não se lembra dos sentimentos, já viu? Não se consegue. Há um aroma deles, algo como aquele cheiro de bebida que se mantém na ressaca. É uma recordação da recordação, como acontece com a dor física; não se lembra dela.
Passou. Isso me entristece. A lembrança da lembrança não faz o meu coração bater mais forte. Fico triste porque realmente queria que aquilo durasse, mas eu não mando em mim.
Será que vale a pena então? Se ao menos eu conseguisse lembrar... mas acontece que até pouco da situação lembro.
Com o que me deleito agora? Nem um frio no estômago. Nada. Talvez um temor no ego, sabe-se lá se ele vai inflar ou murchar depois de tudo. Ele quer se proteger, é claro. Eu quero me proteger.
Temor também de acabar parando de sentir.
Passou. Isso me entristece. A lembrança da lembrança não faz o meu coração bater mais forte. Fico triste porque realmente queria que aquilo durasse, mas eu não mando em mim.
Será que vale a pena então? Se ao menos eu conseguisse lembrar... mas acontece que até pouco da situação lembro.
Com o que me deleito agora? Nem um frio no estômago. Nada. Talvez um temor no ego, sabe-se lá se ele vai inflar ou murchar depois de tudo. Ele quer se proteger, é claro. Eu quero me proteger.
Temor também de acabar parando de sentir.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Dois amigos reticentes
Ele: Sabe... estou sentindo um vazio... sabe?
Ela: Sei...
Ele: Aquela tarde sem tempo....
Ela: Sei...
Ele: Aquele vento sem som...
Ela: Sei...Ele: Aquela estrada sem fim...
Ela: Sei...
Ele: Já deu para entender... mas é que eu estava gostando de poesiar...
Espera
Ela o esperou passar pela janela por dias a fio. Passava sempre no mesmo horário, nunca vestido a trabalho. Na verdade, passava no mesmo horário, mas quase sempre. Quase passava. Quase nunca, mas passava.
Um dia, ele passou e sorriu. Ela achou que esse seria um motivo para que ele passasse sempre a partir daquele dia.
Não passou mais. Ela sorriu por dias. Se maquiava, se arrumava, ajeitava o cabelo, ia para a janela e sorria, mas não adiantava. Parou de se arrumar, parou de pôr grampos no cabelo e o sorrisso murchou.
Um dia ele passou. Olhou para a direção oposta e pela contração de suas orelhas, ela pôde ver que, sim, ele sorria.
Um dia, ele passou e sorriu. Ela achou que esse seria um motivo para que ele passasse sempre a partir daquele dia.
Não passou mais. Ela sorriu por dias. Se maquiava, se arrumava, ajeitava o cabelo, ia para a janela e sorria, mas não adiantava. Parou de se arrumar, parou de pôr grampos no cabelo e o sorrisso murchou.
Um dia ele passou. Olhou para a direção oposta e pela contração de suas orelhas, ela pôde ver que, sim, ele sorria.
segunda-feira, 30 de março de 2009
A estadia de F.
Diz que vai embora, faz as malas, fecha a cara.
Diz que não sabe de nada, nada faz, de nada fala.
Diz que fica, pelo bem dos outros e guarda a saca.
Diz que não quer dizer, dizendo demais e então fica.
Diz que não quer saber e sabe tanto que me encanta.
Diz que não sabe de nada, nada faz, de nada fala.
Diz que fica, pelo bem dos outros e guarda a saca.
Diz que não quer dizer, dizendo demais e então fica.
Diz que não quer saber e sabe tanto que me encanta.
domingo, 29 de março de 2009
Já escrevi sobre as notas, já pensei na voz que enche o palco e quanto tempo não gastei falando das tintas, mas dessa vez é o que? Não é uma canção, não é um monólogo, não é uma tela, nem mesmo são palavras nunca lidas de uma saudade distante e sincera. É nada. Pode ser nada, mas parece que é tudo. Eu quero fingir que é algo; nem muito nada, nem muito tudo.
Passo, de tempos em tempos, o meu tempo me lamentando (dessa vez com os outros). Choro um pouco lá, um pouco cá sem derrubar uma lágrima -por orgulho. Todos os outros que sabem são desconhecidos. Não, não meus desconhecidos, mas evito a possibilidade de futriqueiros invadirem minha intimidade. Intimidade? Quem disse que é íntimo? Não é. Pelo menos não hoje em dia. É... comum. É mais um. Um para lá, um para cá.
Passo, de tempos em tempos, o meu tempo me lamentando (dessa vez com os outros). Choro um pouco lá, um pouco cá sem derrubar uma lágrima -por orgulho. Todos os outros que sabem são desconhecidos. Não, não meus desconhecidos, mas evito a possibilidade de futriqueiros invadirem minha intimidade. Intimidade? Quem disse que é íntimo? Não é. Pelo menos não hoje em dia. É... comum. É mais um. Um para lá, um para cá.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Este é o momento do ano em que eu penso que nunca mais vou ficar no Rio num Carnaval. Isso dura mais ou menos uns 10 meses quando, mas de repente eu começo a cogitar a possibilidade de passar a festa pagã na minha cidade. Começo, aos poucos, a me animar para os blocos. Essa fase de excitação pré-carnavalesca dura mais ou menos 2 meses e tem seu auge quase em seu final. Então as batucadas começam e eu me escondo em casa, tentando até não ver televisão para não ser pega de surpresa por algum Faustão falando de Carnaval. Presa fácil, adorando o tédio, acabo por de fato ser pega por um amigo que está saindo naquele instante. Tenho meia hora para inventar uma fantasia, entrar em crise, desistir da fantasia e acabar indo de palhaço mesmo. E vou embora.
Quinta-feira, o corpo está exausto, por conta do esforço que foi obrigado a fazer nos tantos dias de folia.
E eu nunca mais passo um Carnaval no Rio.
Quinta-feira, o corpo está exausto, por conta do esforço que foi obrigado a fazer nos tantos dias de folia.
E eu nunca mais passo um Carnaval no Rio.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Na parada
Motorista e o rapaz que controla os ônibus que entram e saem:
- Faltam só dois passageiros...
(pausa)
- Assim fica difícil... se não vier...
- O problema é que tem bagagem. Se não tivesse bagagem, eu saía.
- Acho que eles vão ter que se virar...
- Vou esperar, né?
- Será que eles estão cagando? Vou lá ver se tem alguém cagando!
(rapaz que controla os ônibus sai, surpreendentemente animado)
- Faltam só dois passageiros...
(pausa)
- Assim fica difícil... se não vier...
- O problema é que tem bagagem. Se não tivesse bagagem, eu saía.
- Acho que eles vão ter que se virar...
- Vou esperar, né?
- Será que eles estão cagando? Vou lá ver se tem alguém cagando!
(rapaz que controla os ônibus sai, surpreendentemente animado)
Vida na Via Dutra 1 - O Mangue
Saindo do Rio de Janeiro mais uma vez em menos de um ano.
Foram muitas vezes para um ano só: quase todo final de semana durante nove meses.
A primeira coisa que me faz ter certeza da saída do Rio, é o cheiro do Mangue, perto do Fundão. Aquele cheiro de esgoto com água salgada, deveria me causar enjoo. Entra pelas narinas, sem pedir permissão, as fere e eu sempre penso, por um momento, que alguém teve problemas no começo da viagem de ônibus.
É apenas o cheiro do mangue e eu gosto. Gosto do que parece tóxico - ou até radioativo - e que deveria detestar. Eu gosto.
São só mais cinco horas e quarenta e cinco minutos de viagem.
Foram muitas vezes para um ano só: quase todo final de semana durante nove meses.
A primeira coisa que me faz ter certeza da saída do Rio, é o cheiro do Mangue, perto do Fundão. Aquele cheiro de esgoto com água salgada, deveria me causar enjoo. Entra pelas narinas, sem pedir permissão, as fere e eu sempre penso, por um momento, que alguém teve problemas no começo da viagem de ônibus.
É apenas o cheiro do mangue e eu gosto. Gosto do que parece tóxico - ou até radioativo - e que deveria detestar. Eu gosto.
São só mais cinco horas e quarenta e cinco minutos de viagem.
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