Este é o momento do ano em que eu penso que nunca mais vou ficar no Rio num Carnaval. Isso dura mais ou menos uns 10 meses quando, mas de repente eu começo a cogitar a possibilidade de passar a festa pagã na minha cidade. Começo, aos poucos, a me animar para os blocos. Essa fase de excitação pré-carnavalesca dura mais ou menos 2 meses e tem seu auge quase em seu final. Então as batucadas começam e eu me escondo em casa, tentando até não ver televisão para não ser pega de surpresa por algum Faustão falando de Carnaval. Presa fácil, adorando o tédio, acabo por de fato ser pega por um amigo que está saindo naquele instante. Tenho meia hora para inventar uma fantasia, entrar em crise, desistir da fantasia e acabar indo de palhaço mesmo. E vou embora.
Quinta-feira, o corpo está exausto, por conta do esforço que foi obrigado a fazer nos tantos dias de folia.
E eu nunca mais passo um Carnaval no Rio.
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Um comentário:
Entrei aqui pelo orkut não sei por quem. (anfam)
Adórei o texto do carnaval pois me identifico nele.
Desisto não desisto fantasia, tá. que bloco? cool, quem sabe? vamos.
lá, me joogo como se fosse natural e óbvio.
depois de ler seu texto..tenho pensado.
Será que é?
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