quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Este é o momento do ano em que eu penso que nunca mais vou ficar no Rio num Carnaval. Isso dura mais ou menos uns 10 meses quando, mas de repente eu começo a cogitar a possibilidade de passar a festa pagã na minha cidade. Começo, aos poucos, a me animar para os blocos. Essa fase de excitação pré-carnavalesca dura mais ou menos 2 meses e tem seu auge quase em seu final. Então as batucadas começam e eu me escondo em casa, tentando até não ver televisão para não ser pega de surpresa por algum Faustão falando de Carnaval. Presa fácil, adorando o tédio, acabo por de fato ser pega por um amigo que está saindo naquele instante. Tenho meia hora para inventar uma fantasia, entrar em crise, desistir da fantasia e acabar indo de palhaço mesmo. E vou embora.

Quinta-feira, o corpo está exausto, por conta do esforço que foi obrigado a fazer nos tantos dias de folia.

E eu nunca mais passo um Carnaval no Rio.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Na parada

Motorista e o rapaz que controla os ônibus que entram e saem:
- Faltam só dois passageiros...
(pausa)
- Assim fica difícil... se não vier...
- O problema é que tem bagagem. Se não tivesse bagagem, eu saía.
- Acho que eles vão ter que se virar...
- Vou esperar, né?
- Será que eles estão cagando? Vou lá ver se tem alguém cagando!
(rapaz que controla os ônibus sai, surpreendentemente animado)

Vida na Via Dutra 1 - O Mangue

Saindo do Rio de Janeiro mais uma vez em menos de um ano.
Foram muitas vezes para um ano só: quase todo final de semana durante nove meses.
A primeira coisa que me faz ter certeza da saída do Rio, é o cheiro do Mangue, perto do Fundão. Aquele cheiro de esgoto com água salgada, deveria me causar enjoo. Entra pelas narinas, sem pedir permissão, as fere e eu sempre penso, por um momento, que alguém teve problemas no começo da viagem de ônibus.
É apenas o cheiro do mangue e eu gosto. Gosto do que parece tóxico - ou até radioativo - e que deveria detestar. Eu gosto.
São só mais cinco horas e quarenta e cinco minutos de viagem.
O antigo Dá Licença Que Eu Quero Pensar, está lá, por enquanto. Até quando não sei, mas está.
Quis mudar. Não escrevia mais lá, ou quase não escrevia e talvez, quem sabe, uma mudança de ares me ajude. Estou mudando de ares de qualquer maneira. Então vamos...

Novo começo

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